Suporte técnico

Perguntas Frequentes

Tudo o que você precisa saber antes de voar com o sistema AeroVolt A45 — da bateria 60 Ah aos preços de lançamento, passando por autonomia, segurança e FlyController.

🚀 Desempenho e Autonomia

A configuração atual da AeroVolt utiliza uma única bateria de 60 Ah, com autonomia típica entre 45 e 60 minutos, variando com peso total, vela, acelerações e condição de vento.

Esses valores consideram voo nivelado com consumo médio. Subidas longas, acelerações frequentes e vento contrário reduzem a autonomia disponível.
Sim, e com ampla margem. Testes práticos mostram que são necessários apenas ~18 kg de empuxo para manter voo nivelado. O motor A45 entrega até 55 kg, o que representa mais de 200% de margem acima do mínimo para decolagem e subida.

Isso garante reações rápidas em situações de emergência sem sobrecarregar o motor.
Motores elétricos não sofrem perda de potência por falta de oxigênio, ao contrário dos motores a combustão. O torque permanece constante independente da altitude.

O que reduz em altitude é o empuxo da hélice, pois o ar mais rarefeito oferece menos resistência para as pás. Isso é um efeito físico inevitável, porém a margem de empuxo do A45 compensa bem essa variação.
💡 Para voos frequentes acima de 2.000 m, consulte a equipe AeroVolt para ajuste do pitch da hélice.
Em voo nivelado (~40% de potência), o sistema consome aproximadamente 3–4 kWh por hora de voo. Com um custo médio de R$ 0,90/kWh na tomada, voar por 45 a 60 minutos custa algo na faixa de R$ 2,50 a R$ 3,50 em energia — uma fração do custo de gasolina para o mesmo período.

🔋 Baterias e Carregamento

Depende do carregador utilizado:

Carregador 15A: bateria 60 Ah em cerca de 5 horas
Carregador 5A: bateria 60 Ah em cerca de 14 horas

O carregador de 5A é ideal para carga lenta durante a noite, o que ajuda a preservar a vida útil das células a longo prazo.
A bateria atual de 60 Ah pesa 13 kg. A estrutura em alumínio pesa 5.700 g, e o conjunto completo configurado pela AeroVolt fica em 27 kg.
O sistema utiliza células de padrão automotivo (Samsung SDI e LG Chem), projetadas para ciclos intensos. Elas suportam centenas a milhares de ciclos antes de perderem capacidade significativa — muito mais duráveis que as células LiPo comuns usadas em drones.
💡 Carregar na faixa de 20–90% e evitar armazenar totalmente carregadas por longos períodos maximiza a longevidade.
Sim. Os carregadores são compatíveis com tomadas domésticas padrão (bivolt), sem necessidade de infraestrutura especial, geradores ou instalações industriais. Isso torna a operação acessível em qualquer local com energia elétrica.
Sim. O sistema conta com um BMS (Battery Management System) inteligente que monitora tensão e corrente de cada célula em tempo real via Bluetooth. Sensores de temperatura reduzem a potência preventivamente se os limites forem atingidos — jamais há um corte abrupto do motor.

As células automotivas Samsung SDI e LG Chem passam por rigorosos testes de segurança, sendo muito mais estáveis que células LiPo de mercado.
O paramotor se torna um parapente de voo livre convencional. Você mantém controle total da vela para realizar um planeio seguro e pouso de precisão — exatamente como qualquer parapente sem motor.

Além disso, o sistema emite alertas progressivos de baixa tensão antes de atingir o limite, dando tempo hábil para planejar o retorno.

📱 Operação e FlyController

O FlyController gera sua própria rede Wi-Fi. Conecte o smartphone a ela e acesse 192.168.4.1 no navegador — sem aplicativo. A interface web exibe em tempo real:

• Tensão da bateria 60 Ah
• Temperatura do motor e ESC
• Corrente de saída
• Porcentagem de carga restante
• Logs de voo para análise pós-voo
A calibração garante que o sistema identifique com precisão o ponto zero (segurança) e o ponto máximo do curso do seu acelerador naquele momento. Variações mecânicas, temperatura e posição do cabo podem alterar esses valores — a calibração elimina qualquer ambiguidade antes do voo.
⚠️ Nunca pule a calibração: ela é a garantia de que o ponto de repouso do acelerador é realmente "motor desarmado".
Se o sistema estiver armado e o motor parado, o buzzer emite um alerta contínuo indicando que o equipamento está pronto para acelerar. É um aviso de segurança vital para que ninguém se aproxime da hélice desavisado.

Bipe curto único ao ligar: inicialização OK
Bipes duplos repetidos: aguardando calibração
Alerta contínuo: sistema armado e ativo
Sim. O FlyController suporta atualização OTA (Over-the-Air) diretamente pela interface web. Basta conectar ao Wi-Fi do controlador, acessar a área de configurações e fazer upload do novo firmware — sem ferramentas, sem abrir nenhum componente.

🔧 Manutenção

A manutenção é mínima — não há velas, carburador, óleos ou correias. Rotina recomendada:

Antes de cada voo: verificar integridade dos conectores Anderson, aperto de parafusos da hélice e estado visual dos cabos.
A cada 10–15 voos: inspecionar o estado das células via app BMS Bluetooth.
Anualmente: revisão completa dos rolamentos do motor e limpeza do ESC.
💡 Verifique a temperatura do motor e ESC pela interface web após voos em dias quentes para garantir a longevidade dos componentes.
Não. O motor A45 utiliza propulsão direta (direct drive), acoplando o eixo diretamente à hélice. Isso elimina completamente caixas de redução, correias e polias — reduzindo drasticamente pontos de falha mecânica, ruído e peso total do sistema.
Vibração fora do normal geralmente indica desequilíbrio da hélice (dano, sujeira ou impacto) ou, mais raramente, desgaste dos rolamentos do motor. Procedimento:

1. Inspecione visualmente a hélice para lascas ou deformações
2. Limpe as pás com pano úmido
3. Faça um balanceamento estático da hélice
4. Se a vibração persistir, entre em contato com a equipe AeroVolt

🛡️ Segurança

Não — esse é um diferencial crítico de segurança. Em caso de superaquecimento no motor ou ESC, ou baixa tensão na bateria, o FlyController reduz a potência progressivamente, não de forma abrupta. Isso permite que o piloto mantenha controle da aeronave e planeje um pouso seguro.
O sistema não é certificado para operação sob chuva. Os componentes eletrônicos (ESC, FlyController, conectores) não possuem vedação IP para exposição direta à água. Umidade alta no ar (névoa, orvalho) em condições moderadas não é um problema, mas evite voar em chuva ou deixar o equipamento exposto após voo úmido sem secagem adequada.
⚠️ Após qualquer exposição à umidade, seque os conectores antes do próximo voo e inspecione visualmente o ESC.
Sim. No Brasil, a operação de paramotores é regulamentada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). É necessário obter o certificado de piloto de parapente/paramotor e registrar a aeronave conforme a regulamentação vigente. A substituição do motor a combustão pelo elétrico não altera as exigências regulatórias sobre o piloto.

Consulte sempre um instrutor certificado e a regulamentação atual da ANAC antes de voar.

⚖️ Comparativo: Elétrico vs Combustão

Sim, significativamente. Cerca de 90% do ruído percebido vem apenas do deslocamento de ar da hélice — não do motor. Isso permite voos mais confortáveis, com menor fadiga auditiva para o piloto, e abre possibilidades em áreas sensíveis a ruído como zonas residenciais, parques e reservas.
Atualmente, não para longas distâncias. O sistema elétrico brilha em voos recreativos locais e treinamento pela praticidade, baixo custo e facilidade de operação. Para travessias longas, a densidade energética da gasolina ainda é superior.

O sistema AeroVolt é ideal para: decolagens de local, prática de manobras, voos de lazer e treino de alunos — onde a autonomia de 45–60 minutos atende com folga a maior parte das operações recreativas.
O conjunto completo AeroVolt A45 está com preço de lançamento de R$ 34 mil. Para quem já voa com motor a combustão e quer migrar para o elétrico, o kit elétrico de conversão sai por R$ 20 mil em preço de lançamento.
Sim. A AeroVolt já prepara o lançamento do QS165, um motor de categoria equivalente ao Vittorazi Moster, no mesmo patamar de aplicações vistas em OpenPPG, Fly ohm e AirItaly EPG-21.

Esse futuro conjunto deve ampliar o envelope de operação da linha AeroVolt e permitir também voos duplos. Por enquanto, o motor comercializado é o A45.
O sistema elétrico tem vantagens claras para iniciantes:

Sem partida de motor — uma etapa a menos na checklist pré-voo
Sem vibração — menor fadiga e sensação de maior controle
Telemetria visual — o aluno acompanha em tempo real o estado do sistema
Resposta instantânea — torque imediato sem afogamento ou falha de partida

Para pilotos experientes, a transição é rápida e o ganho em conforto e praticidade é imediato.

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